Curitiba - Deonilson Roldo, que atualmente trabalha no gabinete do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), é alvo de uma investigação do Ministério Público (MP) do Estado por ter supostamente acumulado durante um período valores relativos a dois salários, oriundos da Assembleia Legislativa (AL) e do Executivo da cidade. Roldo é funcionário efetivo da AL e foi cedido para trabalhar na Prefeitura de Curitiba, o que é permitido. A investigação do MP, contudo, revela que, entre 2003 e 2007, Roldo teria recebido indevidamente uma quantia de R$ 168.699,99 (valor não atualizado).
O MP ainda não concluiu a investigação, mas, no mês passado, chegou a propor a Roldo a celebração de um termo de compromisso, para que ele devolvesse a quantia corrigida. Roldo ainda não teria informado sua posição ao MP.
Em nota, a Prefeitura de Curitiba afirma que a questão é ''técnico-administrativa'' e que ''não houve, em nenhum momento, por parte de Deonilson Roldo, recebimento ilegal de valores ou acúmulo de salários de duas fontes pagadoras''.
O MP recebeu a denúncia em 2007, quando Roldo ocupava o cargo de secretário Municipal da Comunicação Social. A denúncia foi feita pelo assistente de contabilidade Renato Bially, que teria recebido uma espécie de ''dossiê'' contra Roldo.
O advogado de Bially é Alessandro Ravazanni, o mesmo que representou o relações públicas Marcos Ravazanni na denúncia contra Ezequias Moreira, que na época (2007) também era chefe de gabinete de Beto Richa. Durante mais de dez anos, a sogra de Moreira, Verônica Durau, recebeu salários da Assembleia Legislativa mesmo sem trabalhar no local. Os salários caiam na conta de Moreira. No ano passado, Moreira devolveu os valores aos cofres públicos.

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