Cerca de 40 servidores da Companhia Municipal de Urbanização (CMTU), protocolaram terça-feira, na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, uma representação denunciando uma série de supostas irregularidades na implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PPCS) do órgão.
A representação gerou a instauração de um procedimento administrativo pelo Ministério Público (MP). ''Aconteceram casos onde o funcionário foi reenquadrado em cargo de nível superior, mesmo não tendo cursado curso superior'', diz parte do documento. Os servidores ainda relacionaram pessoas contratadas como cargos comissionados na CMTU, mas que nem os funcionários do Departamento de Recursos Humanos da companhia os conheceria. Os servidores também pediram a verificação do contrato firmado entre a CMTU e uma empresa mineira para projetar o PCCS, que teria custado R$ 100 mil.
''Vamos requisitar a documentação referente às situações relatadas na representação e na sequência, ouvir as pessoas citadas'', disse a promotora Leila Schimidt Voltarelli.
Segundo a presidente da CMTU, Rosimeiri Suzuki Lima, alguns funcionários que questionaram a implantação do PCCS, protocolaram solicitações para revisão, que estão sendo analisadas pela companhia. ''Os questionamentos e algumas coisas que os funcionários não concordaram, eles fizeram a colocação e estão sendo analisadas. Algumas pessoas ficaram satisfeitas, outras não. Mas estamos averiguando as solicitações.''
O secretário municipal da Fazenda, Wilson Sella, que até o início do mês presidia a CMTU, disse que o PCCS foi feito por uma comissão de servidores e pela empresa. ''Eu apenas homologuei. É importante que o MP apure se houve falhas, não tenho resistência à essa averiguação'', disse. Sobre os cargos comissionados que não seriam conhecidos pelos outros funcionários da CMTU, Sella disse que eles teriam sido cedidos à prefeitura. Conforme Sella, nos últimos dias, outros dois cargos comissionados foram contratados pela companhia para prestar serviços no setor de informática da prefeitura.

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