MP investiga crime eleitoral
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quarta-feira, 04 de outubro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O Ministério Público (MP) de São Miguel do Iguaçu (45 km a nordeste de Foz do Iguaçu) ouviu ontem 12 pessoas que apresentaram denúncias sobre supostas irregularidades na eleição. Enquanto o promotor Haroldo Nogiri gravava os depoimentos, cerca de 200 moradores de Itaipulândia, município da comarca de São Miguel, também protestavam em frente ao Fórum.
Os manifestantes bloquearam a rua pedindo a cassação do prefeito de Itaipulândia Miguel Bayerle (PMDB), reeleito mesmo depois que denúncias de doações irregulares foram encaminhadas ao MP. Segundo Nogiri, existem fotos que comprovariam a entrega de agasalhos a crianças de um colégio em Itaipulândia. O prefeito admitiu que visitou cinco escolas e se defendeu dizendo que estava participando de solenidades cívicas. Ele ressalta, porém, que o pedido de abertura de inquérito foi recusado pela juíza local e agora está sendo levado a instâncias superiores.
O promotor também ouviu ontem as testemunhas que teriam provas de irregularidades nas urnas eletrônicas e suposta compra de votos em São Miguel do Iguaçu. Um senhor nos mostrou o dinheiro que teria sido pago em troca de votos, explicou Nogiri, referindo-se a Davi de Lima, 69 anos, que afirmou ter recebido R$ 200,00 para votar no prefeito Armando Luiz Polita (PMDB). Polita disse que o caso foi inventado pelos adversários.


