O Ministério Público (MP) de Londrina instaurou ontem um procedimento para investigar as denúncias da auditoria da prefeitura de que houve irregularidades em um contrato entre a Sercomtel S/A e o advogado Gilberto Baumann de Lima. No documento entregue ao promotor Bruno Galatti, o auditor Osvaldo Alves de Lima pediu a devolução dos recursos com multas e juros.
O advogado nega qualquer irregularidade no contrato e move uma ação criminal contra o auditor. Ele também defende o ex-presidente da Sercomtel, Rubens Pavan, e a mulher dele, Maira Pavan.
Segundo o relatório da auditoria, Lima teria sido contratado para fazer a defesa em uma ação cível e outra criminal, mas atuou apenas na parte criminal. Além disso, o contrato inicial previa um pagamento de R$ 75 mil pelos serviços, mas a Sercomtel teria pago R$ 104,9 mil. Ele disse ainda que o pagamento foi parcelado em 10 vezes, incluindo a correção monetária.
O advogado alega que tudo o que recebeu está previsto no contrato. ‘‘O contrato assinado por mim e a Sercomtel diz que eu receberia o valor líquido, sem ônus. As partes concordaram.’’ O advogado disse ainda que não fez a parte cível porque a Sercomtel desistiu.
O auditor também analisa um contrato de R$ 2 milhões entre a Sercomtel e os escritórios dos advogados ClSmerson ClSve e Marçal Justen, de Curitiba. Eles atuaram em 1998 para ‘‘desembaraçar’’ ações que poderiam impedir a venda das ações da Sercomtel. Na avaliação dele, deveria haver concorrência pública. (L.R.)

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