Estudantes, sindicalistas e representantes do Movimento Nacional dos Direitos Humanos protocolaram uma representação no Ministério Público, no final da tarde de sexta-feira. Eles querem que o MP investigue e denuncie o abuso de autoridade supostamente ocorrido durante a votação do projeto de lei de iniciativa popular que revogaria a privatização da Copel.

A representação cita como possíveis denunciados o secretário da Segurança Pública, José Tavares, por ter sido o mentor da ação policial militar; os coronéis Gilberto Foltran (comandante da Polícia Militar do Paraná) e Oscar Paluch (chefe do Estado Maior) que teriam sido os condutores da ordem; e o coronel Justino Henrique Sampaio Filho (atual diretor de Finanças e futuro comandante do Policiamento do Interior) por ter executado e conduzido a ação no Centro Cívico.

''O que queremos é que o Ministério Público acompanhe tudo, verifique as imagens que mostram cenas claras de violência e denuncie os responsáveis'', afirmou o advogado Elísio Eduardo Marques. Na representação, foram protocoladas fitas e fotografias do dia do conflito e listados nomes de possíveis testemunhas.

O procurador-geral da Justiça, Marco Antonio Teixeira, esteve reunido com os manifestantes e disse que irá apurar as responsabilidades pelo conflito. ''Não há crise política que justifique a violência. Sou contra qualquer tipo de violência e a favor das manifestações populares e debates públicos. Mas asseguro que farei uma investigação ampla. Quero saber o que ocorreu de fato e dos dois lados'', ponderou.

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