São Paulo - O Ministério Público Estadual (MPE) vai recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ), até o final da semana, da decisão do juiz titular da 1ª Vara Criminal de Santo André, Iasin Issa Ahmed, que rejeitou o pedido de prisão preventiva das seis pessoas envolvidas no suposto esquema de caixa 2 e arrecadação de propinas na Prefeitura de Santo André para financiamento de campanhas do PT. ‘‘Vamos recorrer’’, afirmou ontem o promotor Roberto Wider Filho, que comanda as investigações.
De acordo com o promotor, a prisão dos acusados é importante para garantir a integridade das testemunhas. ‘‘Há várias referências do uso de truculência e intimidação por parte dos denunciados’’, afirmou Wider Filho. Assim que apresentou a denúncia do esquema de propina, o MPE pediu a prisão preventiva do secretário municipal de Serviços, Klinger Luiz de Oliveira Souza, e do empresário Sérgio Gomes da Silva, amigo pessoal de Celso Daniel e que se encontrava com ele no momento em que o prefeito foi sequestrado. Os dois são acusados de comandarem a quadrilha articulada para arrecadar propinas, utilizando a prefeitura da cidade.

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