Curitiba - Depois de pelo menos 20 anos lutando para obter uma sede própria, o Ministério Público (MP) do Paraná inaugurou, ontem de manhã, sua nova sede em Curitiba. O órgão passou a ocupar o edifício Afonso Alves de Camargo, localizado no Centro Cívico, e que até abril do ano passado abrigava várias secretarias e órgãos de Estado. Totalmente reformado, o prédio de cinco andares dispõe, agora, de espaço suficiente para reunir a maioria das atividades do MP em um mesmo local.
A inauguração foi bastante concorrida. Estiveram presentes o governador Roberto Requião (PMDB), vários secretários de Estado, nomes que ocuparam a Procuradoria Geral da Justiça em gestões passadas, deputados e, ainda, procuradores-gerais de Justiça de outros estados que estavam em Curitiba, para participar da reunião do Conselho Nacional da categoria, realizada no período da tarde.
''O Ministério Público que queremos é um ministério social, voltado aos intereresses da sociedade e preocupado em corrigir as injustiças'', afirmou a procuradora-geral da Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes. Ela ressaltou, também, a importância da nova sede, uma vez que, por falta de espaço físico, até então as várias áreas do MP ocupavam prédios diferentes. ''Com o novo espaço, vamos ter mais agilidade no trabalho'', disse.
Em seu discurso, o governador teceu vários elogios ao MP estadual. ''Mais do que o próprio prédio, o que importa é a atuação forte do Ministério Público do Paraná e do brasileiro. E o nosso MP conta com valorosos procuradores e promotores, que são um verdadeiro exemplo para a sociedade, que clama pela moralização'', disse.
Para dar lugar ao MP, o antigo prédio das secretarias foi completamente reformado, após uma concorrência pública nacional, feita pela Secretaria de Estado de Obras Públicas. As obras foram executadas em 13 meses pela empresa vencedora da licitação, a Wohnhaus Engenharia, e custaram R$ 7 milhões, pagos com recursos próprios do MP. O prédio das secretarias fazia parte de um projeto do governo do Estado, na década de 70, que previa abrigar as secretarias estaduais em cinco prédios de vidro fumê no Centro Cívico. Obra do arquiteto Luiz Forte Neto, só dois prédios foram concluídos.
No novo espaço, com 7,6 mil m2, além de 94 vagas de garagem, passam a funcionar os órgãos superiores do MP e setores ligados à administração. O prédio vai abrigar o gabinete da Procuradoria Geral de Justiça, as Subprocuradorias Gerais, a Corregedoria-Geral do MP, 74 gabinetes de procuradores de Justiça, os departamentos Judiciário, Administrativo, de Recursos Humanos, de Planejamento, Financeiro, além da Biblioteca e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional.
A sede administrativa irá se chamar Jerônymo de Albuquerque Maranhão, em homenagem ao ex-procurador-geral de Justiça, que ocupou o cargo de 1985 a 1989, época em que o MP teve as suas atribuições ampliadas, após a Constituição de 1988.

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