MP entra com ação contra Ricardo Barros
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segunda-feira, 14 de outubro de 2002
Marta Medeiros<BR>Equipe da Folha 
Maringá - A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá protocolou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o deputado federal Ricardo Barros (PPB), prefeito na gestão 1989-1992, e o ex-secretário municipal de Fazenda Luiz Antônio Paolicchi, pedindo o ressarcimento de R$ 8,7 milhões da Prefeitura de Maringá. A ação foi protocolada no dia 3 deste mês, mas o juiz Shiroshi Yendo concedeu segredo judicial até o dia 8 para evitar ''influência na campanha eleitoral''.
As informações, porém, só se tornaram públicas ontem com a decisão de Barros de atacar o promotor, depois de assistir na TV a uma reportagem sobre a ação do MP. Até então, a promotoria não havia divulgado o teor de mais uma ação por improbidade administrativa. O processo também envolve o espólio do ex-secretário municipal de Fazenda da gestão de Barros, Airton Furlanetto, morto em acidente automobilístico.
A ação, assinada pelo promotor José Aparecido da Cruz, tem como base uma auditoria do Tribunal de Contas do Paraná, que teria localizado uma série de irregularidades na administração de Barros. Na gestão do então prefeito, Paolicchi figurava como contador municipal. O MP denuncia gastos de subvenção para o time do Grêmio de Maringá e para eventos esportivos. Além disso, aponta a omissão de receitas oriundas do ICMS e emissão de cheques sem empenho ou nominais da prefeitura ao próprio Paolicchi.
Barros afirma que todos os fatos da ação já haviam sido contestados junto ao TC. A auditoria do TC sobre as contas de Barros, realizada em 2001, permanece até hoje sem uma conclusão por falta de documentos.
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público é responsável por uma série de ações por improbidade administrativa, tendo como alvo principal o ex-secretário de Fazenda. Paolicchi atuou como diretor de Fazenda e secretário da pasta nas gestões de Gianoto e de Said Ferreira. Os dois ex-prefeitos também são alvo de ações do MP por improbidade administrativa. Auditorias do TC apontaram desvios na ordem de R$ 100 milhões da Prefeitura de Maringá. A Folha tentou falar com o promotor, mas ele viajou para o velório em Araruna.


