Curitiba - Terminou ontem a tomada de depoimentos das testemunhas na ação que pede a cassação do prefeito eleito de Rio Branco do Sul, Pedro Cristiano (PP). Ele é acusado de utilizar os coordenadores de sua campanha para comprar votos às vésperas das eleições. Pedro Cristiano foi eleito no dia 3 de outubro com 179 votos a mais do que o segundo colocado, Amauri Johnson (PPS).
A audiência teve início na quarta-feira e se estendeu até a madrugada de ontem. Uma nova audiência deve ser marcada nos próximos dias para decidir o futuro político do prefeito. De acordo com o promotor que protocolou a ação de investigação judicial, Wanderlei Custódio, a tramitação do processo deve ser rápida. ''Esse tipo de ação, por se tratar de matéria eleitoral, tem um trâmite rápido. Na ação, pedi através de uma liminar que o diploma do candidato eleito seja cassado ou que o diploma nem mesmo seja concedido'', explicou. Os candidatos eleitos nas eleições deste ano tomam posse no dia 1º de janeiro.
Uma denúncia por crime eleitoral de compra e venda de votos também foi protocolada, mas só deve começar a tramitar em 2005. O Ministério Público (MP) estadual apurou que uma lista com 200 nomes teriam sido cooptados para vender seus votos por R$ 50 para membros do comitê de Pedro Cristiano. Nessa denúncia, não só o candidato pode ser punido. ''Neste caso, todos respondem ao processo'', explicou Custódio. A Folha tentou novamente contato com Pedro Cristiano, mas não obteve retorno.

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