O Ministério Público (MP) encaminhou ontem à Câmara de Vereadores de Londrina cópia do auto de prisão em flagrante do ex-vereador Henrique Barros (sem partido), lavrado no último dia 10, quando ele foi preso com R$ 9,9 mil que seriam originados de propina paga por empresários, segundo a denúncia da Promotoria. De acordo com o promotor Leonir Batisti, além do documento, a Casa - a pedido da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar - recebeu também cópias dos depoimentos prestados ao MP pelos empresários Carlos Messas, Alexandre Guimarães e Maurício de Biagi, e pelas testemunhas levantadas pelo inquérito policial.
Até então, a Comissão de Ética dispunha basicamente de cópia da denúncia apresentada no dia 16 à 3 Vara Criminal e do depoimento de Barros, que renunciou na última quinta-feira. O material chegou à Casa anexado em representações encaminhadas ao Legislativo por dois cidadãos.
Para hoje à tarde estava previsto o depoimento do ex-vereador, cujo advogado, Antonio Carlos Coelho Mendes, confirmou à comissão que ele só se manifestará em juízo. O presidente do grupo, vereador Roberto Kanashiro (PSDB), admitiu que a ausência - bem como a dos empresários, que também podem faltar no depoimento marcado para o próximo dia 8 - pode afetar o trabalho da comissão em relação aos quatro vereadores citados em uma das representações. ''Não digo que essas ausências enfraquecem a atuação, mas podem resultar na falta de elementos contra os demais supostos envolvidos'', disse.
Por outro lado, o tucano afirmou que a atuação do Judiciário, perante a denúncia ofertada, pode balisar alguma iniciativa futura da comissão - cujo prazo final de trabalhos se encerra dia 22 de março. ''Se não houver nada até lá, de nossa parte, com certeza o ônus pode recair sobre a Comissão: a expectativa da sociedade é grande'', declarou. (J.G.)

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