MP em Maringá denuncia vereadores e secretário
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quarta-feira, 05 de outubro de 2011
Paula Barbosa Ocanha <br> Redação FolhaWeb 
O Ministério Público (MP) do Paraná apresentou uma denúncia criminal contra dois vereadores de Maringá, João Alves Correa (PMDB), conhecido como John, e Wellington Andrade (PRP), e contra o secretário municipal de Controle Urbano e Obras Públicas, Walter José Progiante. O MP sustenta que eles exigiram vantagens de um empresário para liberar a instalação de um posto de combustível no município.
Segundo a denúncia do MP, em 2007 o empresário teria buscado a liberação do empreendimento junto à secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano. O alvará teria sido concedido, mas, logo depois, a Pasta teria informado que a liberação estava suspensa por conta de uma lei municipal.
O empresário teria então procurado o vereador João Alves Correa, para sugerir a elaboração de um projeto que pudesse alterar a lei. Procurado, segundo relata o MP, o vereador ''aceitou promover a alteração da legislação municipal, não sem antes, solicitar ao interessado que lhe entregasse vinte mil litros de combustível (óleo diesel) para ser utilizado num porto de areia que possuía no Rio Paraná, próximo do Porto São José, neste Estado''. Em outubro de 2008 foi dada entrada do projeto no Legislativo, com ''urgência na tramitação''.
O projeto, porém, foi retirado de pauta. O empresário teria, então, procurado outro vereador, Wellington Andrade, que teria cobrado R$ 40 mil para apresentar outro projeto. O empresário, por fim, teria procurado o próprio secretário municipal de Controle Urbano e Obras Públicas, que também teria exigido vantagem financeira para auxiliá-lo.
O secretário municipal, no entanto, negou que tenha pedido dinheiro para liberar a instalação do posto. ''Eu lembro desse caso, mas neguei o alvará porque o posto não estava de acordo com as regras do município e não pedi dinheiro nenhum. Isso aconteceu em 2008, e é muito estranho o MP divulgar essas informações sendo que eu nem fui intimado ou notificado'', alegou.
Já Andrade não quis comentar com detalhes o assunto antes de ter acesso à denúncia, mas antecipou que pretende processar o empresário por calúnia e difamação. ''Eu desafio qualquer promotor a provar que eu pedi dinheiro para fazer qualquer projeto para esse empresário. Já tinha um projeto para revogar essa lei na Câmara, então eu não podia fazer outro, mas nunca iria pedir dinheiro para isso. Eu vou processar esse empresário porque ele fez uma denúncia infundada'', afirmou.
Em nota encaminhada à imprensa, a prefeitura de Maringá também informou que determinou à procuradoria-geral do município para que providencie cópia integral da denúncia ''para tomar conhecimento e imediatamente se manifestar''.
O vereador John, que desde anteontem está suspenso do cargo por ter tirado a camiseta no plenário na tentativa de impedir uma votação, não foi encontrado para comentar o assunto.


