Curitiba - Apesar de o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banestado não ter sido votado ontem na Câmara dos Deputados, as investigações realizadas pelo Ministério Público (MP) Federal e Polícia Federal sobre o caso continuam normalmente. O prazo máximo para votação do relatório é até amanhã, dia 27. A preocupação de alguns deputados era que muitas provas contidas no relatório ficassem inutilizadas sem a votação. Porém, o MP garante que se foram obtidas de forma legal isso não pode acontecer.
O procurador do MP federal no Paraná, Vladimir Aras, que faz parte da força-tarefa que investiga o caso Banestado no Paraná, explicou que toda a prova colhida legalmente não se perde sem a votação. Além disso, os órgãos que estão fazendo as investigações já pediram cópias da documentação. Aras explicou que as apurações que estão sendo feitas pelo MP são independentes e podem ter conclusões diferente da CPMI. ''E nosso prazo para concluí-las é dia 30 de junho'', lembrou o procurador.
O relator da CPMI, deputado José Mentor (PT-SP), mostrou-se preocupado com provas sobre a venda do banco Excel Econômico. A CPMI, assim como o MP, investigou casos de evasão de divisas do país, por meio das contas CC-5, de livre movimentação, regulamentadas pelo Banco Central brasileiro.

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