Representantes do Ministério Público e dos advogados ouvidos pela Folha em Londrina também concordam com a bandeira da quarentena defendida pela OAB-PR. Para a promotora Solange Vicentin, a proposta tem procedência porque ex-juízes e ex-promotores quando vão advogar causam ‘‘certo desequilíbrio’’ no mercado por causa da experiência e do cargo de autoridade que exerceram. ‘‘Mas se a lei lhes dá direito de aposentadoria precoce, não vejo como restringir a prática da advocacia, embora admita que a concorrência fica um pouco desleal’’, analisou.
A promotora Solage Vicentin, que também é professora do curso de Direito da Universidade Estadual de Londrina (UEL), acredita que cinco anos é muito tempo. ‘‘Dois anos ou três, no máximo seriam suficientes’’, analisa.
O presidente da OAB de Londrina e candidato único à eleição, Lauro Zanetti, diz que ex-juízes e ex-promotres conseguem ‘‘altos índices’’ de causas ganhas, principalmente em tribunais superiores. ‘‘Existe uma grande influência’’, analisou. Na opinião dele, por parte dos advogados, há apenas ‘‘cometários elogiosos’’ em relação à proposta.
O representante do Paraná no Conselho Federal da OAB, Alberto de Paula Machado, disse que a influência de ex-magistrados é ‘‘tão grave’’ que ex-juízes se apresentam como tal em seus cartões de visita de escritórios de advocacia. ‘‘A concorrência é desleal e pode representar uma ingerência externa no Judiciário’’, analisou.

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