MP do Acre propõe acordo para filho de ex-governador
Agência Estado
Do Acre
O empresário Shelton Magalhães, filho do ex-governador do Acre Romildo Magalhães e acusado de ser o assassino do assaltante Hélio da Silva, o Pinguim, estudará a proposta de admitir a culpa e colaborar com as investigações sobre o assassinato em troca da proposta de redução de pena oferecida ontem pelo Ministério Público Estadual. Além desse benefício legal, Shelton também terá a garantia dos procuradores de que responderá ao processo por homicídio em liberdade.
Como pode ser condenado a cumprir até 30 anos de detenção, se concordar em colaborar com o Ministério Público o acusado poderá ser beneficiado com a redução de um a dois terços da pena além das vantagens legais por ser réu primário da emoção envolvida no caso, que deverá ser alegada pela defesa. O promotor estadual Eliseu Buchemeir explicou a Shelton que ele é acusado de ser o autor de dois disparos contra Pinguim o segundo é que teria sido o da execução.
O acusado chegou ao Ministério Público às 9h24 de ontem e saiu às 9h56, sem dar nenhuma declaração. O advogado de Shelton, Euclides Bastos, não adiantou se o seu cliente aceitará ou não a proposta do Ministério Público. Nada a declarar, limitou-se a dizer Bastos. O depoimento foi marcado para segunda-feira.
De acordo com o promotor, ainda há mais dois depoimentos que também o apontam como responsável pela execução. Dificilmente o acusado conseguirá provar o contrário, portanto oferecemos o benefício legal em troca da confissão e da colaboração na conclusão do inquérito, disse Buchemeir.
O corpo de Pinguim ainda não foi reconhecido oficialmente porque o exame cadavérico não foi concluído pela perícia. O assassinato ocorreu em 1995, depois que a vítima matou o filho mais novo de Magalhães e de assaltar o Haras Cinco Irmãos, que pertence à família.





