MP diz que pedido de prisão teve por base investigações
Curitiba - A reportagem da Folha procurou ontem o juiz Marcelo Ferreira. Entretanto, foi informada que o magistrado está de férias desde anteontem e não tinha telefone de contato disponível na Vara de Inquéritos de Curitiba. Os promotores e procurador citados informaram, através da assessoria de imprensa do MP, que apenas produziram as investigações, apuraram as responsabilidades e ajuizaram ação de improbidade e denúncia criminal contra as pessoas envolvidas com os ''atos ilícitos no caso Copel-Adifea''.
A nota oficial encaminhada ontem diz que as duas petições trazem a descrição dos fatos que indicam participação de todos os denunciados. As investigações já transcorrem há mais de um ano, segundo o MP, com cerca de 6 mil páginas de documentos e declarações e ''farta prova que embasa as ações''.
Botto de Lacerda disse ontem que Campêlo Filho quer ''se fazer de vítima do MP usando a teoria da conspiração''. Ele alega que o Estado nada tem a ver com as investigações que levaram o ex-secretário para a prisão. ''Ministério Público não é governo, é um organismo autônomo. Não há vinculação com o governo do Paraná. A notificação vai ser respondida, com certeza. Agora, me causa muita supresa'', argumenta. Para Botto de Lacerda, está se ''tentando deslocar o foco das denúncias com ações judiciais''.(L.P.)





