MP deverá fazer novas denúncias no caso da PIC
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de fevereiro de 2001
Luciana Pombo De Curitiba 
Promotores e policiais militares do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) deverão aprofundar esta semana as investigações sobre outras pessoas que não foram denunciadas, mas que podem ter participado do atentado contra a Promotoria de Investigações Criminais (PIC), no dia 29 de dezembro.
Os nomes destas pessoas estão sendo mantidos sob sigilo, para não atrapalhar nas investigações. Além de diligências policiais, serão analisados documentos da quebra de sigilo bancário dos suspeitos. Não colocamos estas pessoas na denúncia oferecida na sexta-feira para que pudéssemos ter mais tempo para investigar, disse a promotora Cláudia Martins. A intenção é fundamentar uma nova denúncia, que deverá ser oferecida nos próximos dias. Não existe prazo para oferecer denúncia para indiciado solto. Poderemos trabalhar com cuidado, argumentou.
Até agora, foram denunciadas oito pessoas pelo Ministério Público e quatro estão presas. Os policiais militares Alberto Santos Silva (tenente) e Ademir Leite Cavalcanti (sargento), que vinham sendo investigados por suposto envolvimento em roubo de máquinas caça-níquel; os policiais civis Edson Clementino da Silva (conhecido como Lambe-Lambe) e Mauro Canuto, citados na CPI Nacional do Narcotráfico por suposto envolvimento com o crime organizado; o taxista Alexsandro Ribeiro; o advogado Antônio Pellizzetti (também citado no relatório final da CPI Nacional do Narcotráfico); o segurança Marco Aurélio Pinho e o discotecário Emerson Vieira.


