MP deve punir promotor rebelde
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sexta-feira, 02 de agosto de 2002
Leandro Donatti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério Público do Paraná vai tomar medidas legais contra o promotor Javert Prado Martins Filho, que queimou processo contendo denúncias contra ele, num local público em Pato Branco, na região Sudoeste. Martins Filho está sendo acusado de improbidade administrativa por outro promotor, Rudi Rigo Burkle.
''Tendo em vista a gravidade do episódio, o corregedor-geral do MP, Milton Riquelme de Macedo, deslocou-se a Pato Branco na noite do dia 1º, data em que ocorreu o fato, para instruir a sindicância instaurada visando à apuração de responsabilidades'', diz a nota distribuída pela assessoria do MP.
O MP diz ainda que ''nunca'' tinha ocorrido antes na história da Instituição fato semelhante. ''E que, em respeito à sociedade e à credibilidade da qual goza o MP, todas as medidas legais estão sendo adotadas.''
''Conforme estabelecido pela Lei Orgânica do Ministério Público, a sindicância é um procedimento preliminar instaurado pelo corregedor-geral, para a verificação sumária de indícios da prática de falta disciplinar e subsequente instauração de processo administrativo'', segue trecho seguinte da nota.
De acordo com a Lei Orgânica do MP, podem sofrer as seguintes sanções o promotor que quebrar as regras da instituição: advertência, multa, censura, suspensão, remoção compulsória da comarca, disponibilidade ou demissão.
Martins Filho é acusado no processo de dar cobertura a Jonas Pedronio de Paula, supostamente envolvido com tráfico de drogas. Jonas de Paula teria sido preso no dia 12 de junho de 1998, em um suposto depósito de maconha. Ele foi preso e indiciado em inquérito por tráfico de drogas. O pai de Jonas de Paula, João Maria Alves de Paula, que seria amigo de Javert Martins Filho, pediu que o promotor ajudasse seu filho.


