O Centro de Apoio Operacional da Promotoria do Patrimônio Público, em Curitiba, só deve decidir na próxima semana sobre o possível pedido de prisão preventiva do prefeito afastado de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB). O promotor de Maringá, José Aparecido da Cruz, viajou anteontem à capital para levar o processo, mas o assessor jurídico do Centro de Apoio, Mário Augusto Drago de Lucena, informou ontem que novos documentos serão necessários para análise sobre o caso.
Segundo Lucena, os documentos já foram solicitados à Justiça de Maringá e devem ser encaminhados na próxima semana, quando serão submetidos a avaliação do promotor Reginaldo Rolim Pereira, designado para o caso.
As denúncias contra o prefeito de Maringá estão sendo analisadas pelo Centro de Apoio, que investiga a área criminal dos casos envolvendo prefeitos, porque eles têm foro privilegiado. Se for confirmado o pedido de prisão, ele será requisitado ao Tribunal de Justiça.
‘‘O promotor de Maringá remeteu a cópia do processo para o Centro de Apoio porque vê indícios de práticas delituosas’’, explicou o assessor jurídico. Ele não quis antecipar, porém, quais seriam essas práticas. No caso de Londrina, por exemplo, o prefeito cassado e afastado Antonio Belinati (PFL) teve a prisão preventiva requerida pelo Centro de Apoio Operacional da Promotoria do Patrimônio Público por formação de quadrilha, desvio de dinheiro público e fraude em licitação.
O assessor jurídico é cauteloso e disse que os eventuais delitos cometidos por Gianoto precisam ser bem analisados antes de qualquer divulgação.