Curitiba - O procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, chefe máximo do Ministério Público (MP) do Paraná, antecipou ontem no início da noite em entrevista à RPCTV que o órgão não indicará representantes para integrar a comissão de sindicância aberta pela Assembleia Legislativa do Estado na semana passada para apurar, entre outras coisas, contratações de funcionários ''fantasmas'' e desvios de salários dentro do próprio Legislativo.
A participação do MP na sindicância interna do Legislativo gerou polêmica após o promotor de Justiça Fuad Faraj afirmar anteontem, numa carta aberta ao procurador-geral de Justiça, que o MP estaria andando de ''mãos dadas'' com os próprios investigados ao aceitar integrar a comissão de sindicância. O convite para o MP participar do grupo foi feito pelo presidente do Legislativo, Nelson Justus (DEM), na quarta-feira.
Ontem, o Fórum Nacional Contra o Pedágio e o Partido Verde (PV) no Paraná se manifestaram em notas enviadas à imprensa apoio à manifestação de Fuad Faraj.

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