O Ministério Público (MP) do Paraná apresentou ontem à Justiça de Ponta Grossa (Centro Oriental) denúncia de falsa comunicação de crime e fraude processual, atribuídos à vereadora Ana Maria Branco de Holleben (PT). O promotor de Justiça Jânio Luiz Pereira descreve no documento qual seria a manobra política idealizada pela petista no dia 1º de janeiro, quando ela teria simulado o próprio sequestro para não participar da votação que escolheu a nova presidência da Câmara de Vereadores.
Conforme a denúncia, Ana ''embora tivesse assumido o compromisso de votar em Paulo Cenoura (PSC), da oposição ao governo municipal, decidiu não votar no referido candidato porque desta forma beneficiaria também o vereador Marcelo Careca (PT), que se elegeu, segundo Ana, utilizando-se da estrutura de campanha dela''. Ainda segundo o MP, para não votar no candidato à Mesa aliado do prefeito Marcelo Rangel (PPS), Ana Maria e os demais denunciados simularam o sequestro ''para poder se ausentar sem se prejudicar politicamente''.
Também são citados pela participação no falso sequestro outras cinco pessoas: Idalecio Valverde da Silva, Branca Branco de Holleben (mãe de Ana Maria), Reginaldo da Silva Nascimento, Susicleia Rocha Valverde da Silva e Adauto Valverde da Silva.
De acordo com o MP, ''voluntariamente e conscientes da ilicitude e reprovabilidade das próprias condutas, todos vinculados entre si, simularam crime de sequestro''. A FOLHA tentou falar com a vereadora ontem, mas ela não estava na Câmara e o advogado dela não atendeu o celular.

mockup