Maringá - O Ministério Público (MP) do Paraná denunciou o vereador de Maringá, Wellington Andrade Freitas (PRP), e o assessor dele, Claudemar José da Silva, por suposta apropriação de parte dos salários do servidor do gabinete Nelson Hernandes Gimenes, que atuava em um escritório fora do Legislativo. Segundo o promotor de Justiça José Aparecido da Cruz, os valores exigidos ilicitamente de Gimenes, no período de 2010 a 2011, seriam entregues ao partido do vereador.
Freitas e Silva poderão responder por ato de improbidade administrativa e concussão - que é a exigência de vantangem indevida por agente público - cuja pena varia de dois a oito anos de reclusão. Conforme as ações apresentadas pelo MP, o assessor que teve o salário desviado confessou que nunca trabalhou no prédio da Câmara de Maringá. Tendo sido nomeado para cargos com diferentes subsídios, Gimenes não teria recebido mais que R$ 800 de pagamento, porque o restante era repassado para o assessor denunciado ''que a cada final de mês comparecia na presença da vítima e lhe exigia a entrega dos valores, em espécie, aproximadamente 60% dos salários''.
Na ação civil pública, o MP requer o ressarcimento integral ao erário, no valor de R$ 28.964,61, com correção monetária; a suspensão dos direitos políticos do vereador Wellington Freitas por oito anos; a perda da função pública; a proibição de contratar com o poder público, além do pagamento de multa de duas vezes o valor do dano. De acordo com o MP, o suposto crime era mantido sob ''implícita ameaça'' de demissão contra a vítima.
A FOLHA tentou falar com o vereador, mas ele estava em viagem e não atendeu o celular. Na Câmara de Maringá a assessoria de imprensa informou que Freitas não falaria sobre a acusação. Quanto ao assessor denunciado, a informação é que ele não atua mais na Casa e não haveria um telefone para contato. Wellington Freitas, que se recupera de uma tentativa de roubo há cerca de um mês, quando acabou baleado pelos assaltantes, não compareceu na sessão ordinária da última quinta-feira.

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