O Ministério Público (MP) protocolou ontem denúncia contra 23 crimes supostamente cometidos pelo prefeito afastado de Prudentópolis (Sudeste), Gilvan Agibert (PPS). Segundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarapuava, o prefeito agia como mentor de uma quadrilha destinada a praticar crimes em prejuízo da administração municipal.
De acordo com o MP, o prefeito montava empresas em nome de laranjas para participar de licitações ou que eram subcontratadas pelas vencedoras dos certames. Apesar de as empresas serem contratadas e pagas para executar os serviços, tudo era feito com maquinário e pessoal da administração municipal.
A investigação também apurou que o prefeito receberia propina de empreiteiras, interferia nos processos para manter empresas afastadas dos processos licitatórios e favorecia pessoas próximas a ele nos certames.
A denúncia apresentada à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná o acusa de falsidade ideológica, desvio de rendas públicas, utilização indevida de bens do município, corrupção passiva, concussão, crimes contra a lisura nas licitações e defesa indevida de interesses de particulares.
Outras 29 pessoas respondem pelas mesmas acusações em processo protocolado na Justiça de Prudentópolis. Entre elas estão 17 empresários, dois filhos do prefeito, nove servidores municipais e um estadual.
Agibert chegou a ser detido, em fevereiro, ao receber dinheiro de um empresário do ramo de coleta de lixo, em Curitiba. Apesar de ser acusado de corrupção passiva e ativa, o prefeito conseguiu direito à liberdade, mas decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná o manteve afastado do cargo. A FOLHA deixou recado na casa de Agibert, mas ele não retornou a ligação. A assessoria de imprensa da prefeitura disse que não se manifestaria porque o prefeito está afastado e só responde pela administração do vice, Adelmo Klosowski (PPS).

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