O Ministério Público (MP) apresentou ontem denúncia contra 15, dos 23 investigados pela operação Antissepsia. De acordo com o MP, a ação criminal atinge somente a uma das frentes investigadas, que corresponde aos agentes envolvidos com o Instituto Gálatas. Dentre eles estão o ex-procurador jurídico do município, Fidélis Canguçu, os ex-conselheiros de saúde Marcos Ratto e Joel Tadeu Correa, além dos diretores do instituto, Silvio e Gláucia Rodrigues Alves. De acordo com o coordenador do Gaeco, Claudio Esteves, foi apurado um desvio que ultrapassa R$ 300 mil, além de R$ 96 mil que teriam sido pagos em forma de propina.
De acordo com a denúncia, entre novembro e dezembro de 2010, os dirigentes do instituto, Sílvio e Gláucia, mantiveram contato direto com os ex-conselheiros, Marcos Ratto e Joel Tadeu, além do lobista Juan Monastério, para que se efetivasse a contratação do Gálatas. O instituto foi contratado para executar o Programa Saúde da Família (PSF).
De acordo com o MP, a partir daí, os envolvidos trocavam pagamentos de quantias em dinheiro decorrentes dos repasses mensais, feitos pelo município, os quais seriam destinados ao cumprimento das metas estabelecidas no termo de parceria. Parte desses recursos foram sendo apropriados por Sílvio e Gláucia, através da simuação de despesas, constantes de notas ficais falsas.
Esteves esclareceu que quem auxiliava no fornecimento destas notas fiscais ''frias'' era o escritório de contabilidade que pertence aos irmãos Flávio e Antônio Carlos Martins, e contavam com a participação do ex-assessor do Tribunal de Contas, e filho de um dos acusados, Alessandro Magno Martins.
A participação do ex-procurador Fidélis Canguçu, teria acontecido, no momento em que a administração barrou valores do contrato por falta de cumprimento de alguns itens. Silvio Luz teria procurado Fidélis, para que, segundo o MP, auxiliasse no recebimento integral das parcelas. Fidélis teria aceito a proposta, porém, chegou a cobrar uma aludida quantia de R$ 50 mil para efetuar o ''desbloqueio' dos valores retidos pela prefeitura. A ação penal corre junto a 3 Vara Criminal de Londrina. (V.Z.)

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