O ex-prefeito de Londrina Nedson Micheleti (PT) está sendo acusado pelo Ministério Público (MP) do Paraná por ato de improbidade administrativa, em 2007, quando a prefeitura adquiriu equipamentos para implantação de rede wireless nas escolas municipais. Por meio da assessoria de imprensa, a promotora de Justiça Sandra Koch, que ajuizou a ação civil pública, afirma que o gasto foi feito com "obra desnecessária em razão da existência de serviço gratuito à disposição do município".
Além de Nedson, também forma denunciados os ex-secretários municipais Jacks Dias (de Gestão Pública), Ezer Mariano da Silva (Planejamento), Carmem Sposti (Educação), Wilson Sella (Fazenda) e Edson Carlos da Silva (diretor de Tecnologia de Informação). A ação tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública de Londrina.
A promotora de Justiça aponta, na ação, "que foi realizada licitação e contratação em desacordo com as metas e programas do plano plurianual do município, além da inexistência de crédito orçamentário na aquisição de equipamentos". O MP não divulgou mais detalhes da ação nem qual foi o valor gasto à época.
De acordo com Sandra, a compra feriu os princípios constitucionais da administração pública, "violando deveres de honestidade, legalidade e lealdade ao município". O advogado de Nedson, Gustavo Munhoz, disse que não comentaria a acusação pois ainda não foi notificado. A reportagem não conseguiu contato com os demais citados na ação.
Recentemente, conforme a FOLHA noticiou, o ex-prefeito teve uma derrota no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Ele e o ex-secretário de Governo Jorge Coimbra foram condenados por ofensa à moralidade administrativa e dano ao erário pela desapropriação e doação da área do Jóquei Clube à Associação Paranaense de Cultura, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica (PUC), campus Londrina. Ambos recorrem da decisão.

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