MP denuncia mais dez por remessa ilegal de dinheiro
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de julho de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério Público (MP) federal denunciou ontem mais dez pessoas acusadas de remessa ilegal de divisas para o exterior através das chamadas contas CC-5 (contas aparentemente legais e que deveriam servir para uso de residentes estrangeiros no Brasil). Dos denunciados, seis são diretores e gerentes do banco paraguaio Amambay, três são agentes da transportadora de valores TGV e um é agente da Prossegur Brasil Transportadora de Valores. Todos estão sendo denunciados por crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.
De acordo com o MP, entre os meses de janeiro a novembro de 1996, Ramón Telmo Cartes, Guiomar de Gásperi Chaves, Gustavo Ramón Cabrera Villalba, Carlos Eduardo Moscarda Mendoza, Eduardo Cesar Campos Marin e Wilfrido Péa teriam enviado R$ 603,8 milhões ilegalmente ao exterior, utilizando-se dos cargos que mantinham no banco paraguaio. Este dinheiro teria saído do Brasil com o auxílio dos agentes da TGV, Roberto Bonfim, Marco Rafael Firmino e Alfonso Antunes e do funcionário da Prossegur Clodimar Alves Barroso.
Os recursos teriam sido transportados, segundo a denúncia, por 413 vezes pela TGV sem a apresentação da Declaração de Porte de Valores em Espécie à Receita Federal. Os valores teriam sido sacados na Tesouraria do Banco do Brasil. Eles teriam se aproveitado da falta de fiscalização dos carros-forte pela Ponte da Amizade até a sede do Amambay em Ciudad del Este. O mesmo esquema foi usado, por 319 vezes, com a ajuda de Clodimar Barroso, entre maio e dezembro de 1996.


