MP denuncia Jocelito por corrupção
O Ministério Público (MP) de Ponta Grossa entregou ontem à Justiça um pedido de bloqueio de aplicações e investimentos financeiros do prefeito Jocelito Canto (PSDB) e de outras nove pessoas, além de duas empresas. A promotora Laís Letchacovski pede ainda a quebra de sigilo bancário dos acusados de corrupção e uma indenização por danos morais ao município.
Na lista do MP, além do prefeito, estão o atual secretário de Planejamento, Erlei Borato; os ex-secretários de Finanças, Ivan Rentschler: e de Obras e Serviços Públicos, Carlos Teixeira Pinto; o ex-chefe de Gabinete, Pedro Sebastião Neto; o ex-gerente da prefeitura, Luiz Carlos Santos, e os funcionários Adilson Bueno e Juarez Schwab. Estão citados ainda os empresários Osvaldo Spósito, Sidney Spósito e as empresas Cifal e Spósito & Pitella.
Sidney Spósito foi o responsável pelas gravações clandestinas reveladas no programa Fantástico, da Rede Globo, em maio deste ano, que denunciavam um suposto esquema de corrupção na prefeitura. As principais denúncias faziam referência a contratação de obras sem licitação e uso indevido de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef).
Na reportagem da Rede Globo, Ponta Grossa foi chamada de capital da corrupção. Daí o pedido de indenização por danos morais. No dia seguinte à veiculação da matéria, Spósito entregou 18 fitas contendo gravações ao MP. Essas fitas passaram por perícia no Instituto de Criminalística, que constatou que a maioria delas havia sido editada. Mas os trechos principais, segundo o promotor Roberto Ouriques, que deu início às investigações, poderão ser usados como prova no processo contra o prefeito e funcionários públicos.
Jocelito disse, no começo da noite de ontem, que ainda não havia sido informado oficialmente sobre a ação do Ministério Público. No entanto, enfatizou que está tranquilo quanto à situação. Não tenho investimentos nem aplicações financeiras e o meu sigilo bancário já foi quebrado pelo deputado Roque Zimermann, afirmou. Padre Roque (PT) pediu essa providência durante a investigação da CPI do Narcotráfico.





