O ex-prefeito de Jundiaí do Sul (64 km ao sul de Jacarezinho) Walter Abras (PTB) será denunciado hoje pelo Ministério Público Estadual por formação de quadrilha, porte ilegal de arma, falsificação de documentos e roubo, além de receptação qualificada e crime contra a ordem tributária. A informação é da promotora de Ribeirão do Pinhal, Kele Cristiane Diogo Bahena.

Segundo a promotora, a denúncia por roubo será formalizada com a declaração de uma vítima, que teria reconhecido Abras em foto publicada pela Folha na semana passada. A vítima suspeita do envolvimento do ex-prefeito em assalto a um caminhão, na região do norte pioneiro.

O empresário Índio Brasil Nicolau, de Ribeirão do Pinhal, além de Josemar Fogaça Leite e Luiz Carlos de Castro, de Santo Antônio da Platina, também serão denunciados pelos mesmos crimes. Kele solicitou ainda a instalação de inquérito para apurar o envolvimento de funcionários no posto do Departamento de Trânsito (Detran) de Jundiaí do Sul no caso.

Todos os acusados foram presos na última sexta-feira durante ação da Promotoria de Investigação Criminal (PIC) e do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco). Na chácara do ex-prefeito foram apreendidos veículos, notas fiscais falsificadas, armas e munição.

Além deles, também foi presa, em flagrante, a vice-prefeita de Jundiaí do Sul, Ana Maria Andrade Abras (PSDB), por porte ilegal de armas. No momento da prisão, Ana Maria que é ex-mulher de Walter Abras portava uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas.

No final da tarde de quarta-feira, Abras e Ana Maria foram transferidos da delegacia de Ribeirão do Pinhal para a delegacia de Santo Antônio da Platina. Um dia antes, o juiz de direito da Comarca de Ribeirão do Pinhal (57 km a oeste de Jacarezinho), Rodrigo Otávio Rodrigues Gomes do Amaral, deferiu o pedido de prorrogação da prisão temporária de Abras por mais cinco dias. O prazo inicial previsto no mandato de prisão venceu anteontem e o novo prazo termina na segunda-feira.

O pedido de prorrogação da prisão temporária do ex-prefeito foi realizado pelo delegado de Ribeirão do Pinhal, Tarciso Cândido de Carvalho, que alegou motivos de segurança. O Ministério Público também alegou a necessidade de um prazo maior para encerrar as investigações e oferecer a denúncia. A justificativa seria a avaliação da documentação apreendida e a entrega de documentos solicitados juntos à Receita Estadual e a empresários locais para confirmar a suspeita de clonagem de notas fiscais.

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