Ribeirão Preto - Vinte e cinco inquéritos esperam por Antonio Palocci. São procedimentos que o Ministério Público Estadual instaurou para investigar os passos e a conduta do ex-ministro, no período em que ele foi prefeito de Ribeirão Preto. Palocci se elegeu prefeito duas vezes - cumpriu o primeiro mandato de 1993 a 1996 e ficou no segundo apenas de 2001 a 2002, quando deixou o posto para coordenar a campanha de Lula à Presidência.
As investigações miram grandes empreendimentos - muitos não saíram do papel, mas dos cofres municipais saíram os recursos -, contratações supostamente irregulares, aquisições de bens e serviços e concursos que teriam violado regras da Lei de Licitações e o artigo 37 da Constituição, que impõe moralidade, impessoalidade e economicidade nos negócios com verbas públicas.
Ontem à tarde, menos de 24 horas depois que Palocci deixou a Fazenda, os promotores de Justiça que fecham o cerco contra ele telefonaram para o ministério. Eles estavam em busca de Palocci, a quem pretendem processar por transgressão à Lei da Improbidade, mas foram informados que seu alvo já não se encontrava mais no antigo gabinete da Esplanada. Os promotores anotaram telefones pessoais do ex-homem forte do governo Lula.
Se Palocci não voltar tão cedo para Ribeirão Preto - sua cidade natal, onde mantém residência - e ficar por uns tempos em Brasília, os promotores vão se deslocar até o Distrito Federal para ouvi-lo.

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