MP de Minas investiga saques da SMPB e DNA
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segunda-feira, 27 de junho de 2005
Agência Estado 
Belo Horizonte- O Ministério Público de Minas Gerais deverá abrir procedimento investigativo para apurar a procedência das altas quantias em dinheiro sacadas das contas da SMPB Comunicação e DNA Propaganda no caixa do Banco Rural, no período de julho de 2003 e maio de 2005.
Conforme documentos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que estão em poder dos promotores, foram registrados saques no valor total de quase R$ 21 milhões - quase a totalidade na boca do caixa da agência do Rural, em Belo Horizonte, e uma pequena parte numa agência do Banco do Brasil, também na capital mineira.
Detectada a origem do dinheiro, o Ministério Público Estadual (MPE) vai decidir sobre a competência da investigação. Uma fonte do MPE avalia que a procedência do dinheiro pode ser a administração pública, já que a empresa detém a contas publicitarias de órgãos e empresas públicas estaduais e federais.
A competência do MPE se dará no caso de as investigação identificarem órgãos ou empresas estaduais ou municipais. No caso de empresas ou órgãos federais, o processo será remetido para o Ministério Público Federal (MPF), que já abriu um inquérito em Brasília. Além da origem do dinheiro, os promotores irão apurar possíveis crimes de sonegação ou falsificação.
O inquérito, sob sigilo, será presidido pelo promotor Leonardo Barbabela. Ontem pela manhã, o procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior, se reuniu com integrantes da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte e encaminhou os documentos remetidos pelo Coaf. O órgão subordinado ao Ministério da Fazenda remeteu a documentação com a justificativa de que as agências foram denunciadas em duas ações movidas pelo MPE.
A assessoria de imprensa de Marcos Valério voltou a afirmar que ele só irá prestar esclarecimentos sobre sua movimentação financeira e patrimonial - bem como das empresas das quais participa - no depoimento que dará amanhã na Comissão de Sindicância da Câmara dos Deputados.


