MP de Minas investiga governador Itamar Franco Agência Estado De Belo Horizonte O Ministério Público de Minas Gerais abriu ontem o terceiro inquérito em 30 dias para investigar denúncias de irregularidades no governo Itamar Franco relativas à contratação de serviços e a gastos com publicidade. A investigação, como das outras vezes, foi motivada por representações de deputados estaduais de oposição. Eles acusam a diretoria da Fundação Hospitalar do Estado (Fhemig) de fazer licitação com ‘‘carta marcada’’ - ou seja, com o vencedor previamente definido -, para a escolha da empresa que faria a lavagem de roupas de 16 hospitais ligados à instituição. O contrato, de R$ 14 milhões e com duração de 60 meses, foi assinado na semana passada com a carioca Brasil Sul Indústria e Comércio Ltda. Os parlamentares, entre eles Alberto Bejani (PFL) adversário político de Itamar em Juiz de Fora (MG), publicaram anúncio em dois jornais de grande circulação, dois dias antes da publicação do resultado da concorrência, dando o nome do vencedor. O governador ficou sabendo da denúncia anteontem, ao retornar de uma viagem de 10 dias pelos Estados Unidos. Ontem de manhã, reuniu-se por cerca de uma hora com o secretário de Saúde, Armando Costa, e com o superintendente da Fhemig, José Batista Magro Filho, para cobrar explicações.

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