MP de Maringá manifestou preocupação à Procuradoria
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de janeiro de 2001
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
O prédio onde está localizada a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Maringá não havia recebido até ontem nenhuma vigilância especial ou diferenciada conforme a proposta de proteção ininterrupta feita pelo Ministério Público (MP) ao governo do Estado. Segundo o promotor José Aparecido da Cruz, o MP de Maringá chegou a manifestar uma preocupação com relação à segurança ao procurador-geral da Justiça, Marco Antônio Teixeira e agora espera um retorno sobre o pedido. A preocupação surgiu logo após o incêndio que destruiu documentos no prédio da PIC, em Curitiba.
Cruz é responsável por investigações na área civil que levaram ao afastamento judicial do ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido). Uma das ações mais importantes da promotoria é a que envolve Gianoto e o ex-secretário de Fazenda, Luis Antônio Paolicchi, no desvio de R$ 3,1 milhões dos cofres públicos. Atualmente o ex-secretário está preso, por ordem da Justiça Federal, acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato e sonegação fiscal.
O rombo no período da administração de Gianoto pode ser superior a R$ 36 milhões. O ex-prefeito já foi condenado por improbidade administrativa por uma outra ação proposta pelo MP de Maringá. Ele também responde por uma ação de improbidade que revelou, conforme investigações do MP, o esquema fraudulento envolvendo o ex-prefeito com jornais e agências de publicidade locais. As operações suspeitas com a propaganda e imprensa podem ter levado outros R$ 3 milhões da prefeitura.
Em Londrina, os promotores responsáveis pelas investigações de corrupção na prefeitura disseram que a proposta do procurador geral de Justiça é importante para dar segurança ao prédio e ao material que foi coletado durante o trabalho, que teve início em fevereiro de 1999. Eles já foram alvo de várias ameaças e, como forma de prevenção, fazem no mínimo três cópias de cada documento coletado. Até agora eles apuraram o desvio de R$ 16 milhões dos cofres públicos, mas o rombo pode chegar a R$ 200 milhões.


