Curitiba - A Promotoria de Cascavel praticamente deu por encerrado as investigações do assassinato do deputado Tiago Amorim, morto em dezembro de 2001. Os promotores Vera Guiomar Morais, Luciano Machado de Souza, Andréa Simone Frias e Ângelo Mazzuchi Ferreira concluíram que o empresário de Cascavel Valdir Phillipssen foi o mandante do crime.
Conforme investigações do Ministério Público, o empresário teria dado R$ 40 mil ao ex-policial e compadre João Adão Sampaio Schisler para pagar alguém que se encarregasse de matar o deputado. O ex-policial, disseram os promotores, teria então contratado Luiz Carlos da Silva, conhecido na região como Balaio, também envolvido com outros crimes na região.
A ordem para matar Tiago Amorim teria partido de Phillipssen que estava incomodado com as denúncias que o deputado fazia em seu programa de televisão. Conforme apuração do MP, Amorim vinha denunciando que o empresário era o mandante da morte de Abelino Oliveira, conhecido como Abelha, em maio de 2001. Abelha seria traficante e também envolvido com roubo e desmanche de veículos na região. Dias antes de morrer havia prometido divulgar uma ''reportagem-bomba'' contra policiais supostamente ligados com o narcotráfico.
O policial Sampaio já se encontra preso em Curitiba há cerca de um ano e Balaio, que teria sido o autor dos disparos foi morto no ano passado, durante uma operação policial. O empresário Valdir Phillipssen está foragido.

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