MP dá parecer sobre caso PIC em cinco dias
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de fevereiro de 2001
Dimitri do Valle De Curitiba 
A tese da existência de um mandante por trás do atentado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Curitiba não foi descartada no inquérito policial concluído ontem. A hipótese contradiz o secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares, que admitiu anteontem que o crime não teve um idealizador. O processo foi entregue na Central de Inquéritos e o Ministério Público (MP) deverá apresentar o parecer em cinco dias. Nove pessoas foram indiciadas.
O nome do suspeito de ser o mandante, mantido sob sigilo, estaria citado no inquérito. Ele apareceu no cruzamento de informações dos depoimentos e na quebra do sigilo telefônico dos acusados. O corregedor da Polícia Civil, Adauto Abreu de Oliveira, e a delegada-chefe da Divisão de Narcóticos (Dinarc), Leila Bertolini, presidiram o inquérito.
Mesmo com a identificação dos autores e do possível mentor intelectual, o atentado ainda é um mistério. O segundo tenente Alberto Silva Santos, apontado como o único que poderia denunciar o mandante, disse que só vai falar em juízo. O policial civil Edson Clementino da Silva, o Lambe-Lambe, confessou apenas que foi contratado para dirigir o carro de Santos até a PIC. O tenente e o taxista Alexsandro Ribeiro, o Magrão, teriam incendiado a promotoria. Os três estão presos.
O sargento Ademir Leite Cavalcante, que está preso, e o advogado Antônio Pellizzetti também foram indiciados. Com a quebra do sigilo telefônico, a polícia descobriu ligações entre Cavalcante e o tenente no dia do atentado.


