MP cria grupos e disque-denúncia no PR
Leandro Donatti
De Curitiba
O Ministério Público do Paraná criou oficialmente ontem dois grupos de repressão, que servirão de apoio às investigações da CPI do Narcotráfico. O Grupo Especial de Repressão do Narcotráfico (Gerna) vai buscar uma definição da rota da droga e o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco) terá como função principal investigar o envolvimento do Paraná no crime organizado. As portarias, criando os dois grupos, foram baixadas ontem pelo procurador-geral de Justiça do Paraná, Gilberto Giacóia, presidente do Conselho Nacional dos Procuradores de Justiça do Brasil. O MP também criou um serviço público de disque-denúncia para a população.
O coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais do Estado (PIC), Dartagnan Abilhôa, responderá pelos dois grupos criados por Giacóia. Os grupos serão integrados por promotores e procuradores, como já havia adiantado o procurador na semana passada, quando lançou a idéia. A ordem no MP é que todos os promotores e procuradores aumentem atenção a denúncias e aos processos envolvendo traficantes e suspeitos de comandar a máfia do crime organizado, revelada pela CPI do Narcotráfico.
O serviço de disque-denúncia, anunciado ontem por Giacóia, tem os mesmos moldes do já sugerido pela própria CPI, em Brasília, e na última quarta-feira pelo deputado estadual Luiz Carlos Alborghetti (PFL), membro da Comissão Parlamentar Especial criada pela Assembléia Legislativa para também dar suporte e alimentar as investigações comandadas pelo deputado federal Magno Malta (PTB-ES). O número do disque-denúncia do Ministério Público é o (0xx41) 362-9191, o mesmo da PIC.
Giacóia disse que a divisão em dois grupos de repressão vai facilitar o trabalho. O Ministério Público está aberto para apurar denúncias que as pessoas venham a fazer, reforçou. O Gerna terá atribuições para oficiar em inquéritos policiais, em representações e em procedimentos instaurados em seu âmbito, até eventual recebimento de denúncia, quando da notícia de ações praticadas por organizações criminosas que atuam na produção e comércio de substância entorpecente, consta da portaria. Diz ainda o documento que o MP pode atuar em casos aonde há envolvimento de agentes do serviço público.
Giacóia propôs ainda convênios e parcerias com órgãos da Polícia Judiciária e da Polícia Militar do Estado. Em especial com aqueles especializados no combate ao uso e ao tráfico de substância entorpecente ou ainda com aqueles que investigam organizações criminosas, ressalta a portaria. Todos os procedimentos tomados com base nas denúncias levantadas pelo telefone serão supervisionados por Dartagnan Abilhôa.
Caberá ao coordenador dos dois grupos ainda decidir os casos de arquivamento ou aprofundamento das investigações. O Ministério Público, respaldado pelas portarias, poderá ainda requisitar diligência investigatórias e a instauração de inquéritos se observar indícios envolvendo o narcotráfico e o crime organizado. Bem como colher depoimentos e convocar pessoas suspeitas ou que possam elucidar os casos.Promotores e procuradores aumentam alerta contra rede de bandidos com braço no Estado, para subsidiar comissão nacional
Arquivo FolhaLIMPEZAGiacóia: O Ministério Público do Paraná está aberto para apurar denúncias que as pessoas venham a fazer





