O empresário Raul Fulgêncio pode ter de dar outra área para o município de Londrina como contrapartida pelo empreendimento Shopping Boulevard para a construção de uma praça, que não poderá ser construída no local do Marco Zero, conforme previsto na diretrizes acordadas com a administração municipal.
O aviso de que a região, que é Área de Preservação Permanente (APP), não pode ser usada como espaço público foi feito ontem pela promotora de Justiça do Meio Ambiente, Solange Vicentim, do Ministério Público (MP) estadual, na primeira reunião promovida pela Câmara de Vereadores para ajudar na solução do impasse na área. Outra já está prevista para 1º de março, com a presença de servidores de carreira que cuidaram do processo desde 2008.
Todo empreendimento precisa repassar ao município 35% para construção de infraestrutura, como ruas, áreas destinadas a escolas e postos de saúde e locais para praças. Uma área de 39 mil m² foi desmembrada de outra, onde foi construído o shopping, para cumprir o percentual.
Porém, o Marco Zero, de 19 mil m², não pode entrar como praça, conforme o previsto, porque tem nascentes e remanescentes de mata nativa. O repasse à prefeitura não foi concluído devido a passivos ambientais a serem solucionados, assim como embargos trabalhistas.
Há dois meses, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente notificou o empresário para que entregue o Plano de Recuperação de Area Degradada (Prad). Caso o documento não seja protocolado até amanhã, há risco de autuação prevista na Lei de Crimes Ambientais, com multas entre R$ 5 milhões e R$ 50 milhões, segundo a secretária Maria Silvia Cebulski.

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