O Ministério Público (MP) de Londrina considera desnecessário requerer a prisão de réus não encontrados para serem intimados a comparecer nas audiências da Operação Publicano 1 e pediu reconsideração do juiz quanto à decisão de desmembrar o processo para esses seis acusados.
Em petição protocolada ontem, os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sustentam que houve erro do cartório ao informar o endereço equivocado de alguns réus; que advogados de outros já de deram por intimados; e que com relação a quem mudou de endereço sem comunicar o juízo deve pesar apenas a revelia.
"A prisão não é cabível porque a não intimação não ocorreu por responsabilidade dos réus", afirmou o promotor Jorge Barreto da Costa. "E consideramos desnecessário desmembrar o processo."
O juiz da 3ª Vara Criminal, Juliano Nanuncio, responsável pelo processo, disse que determinou o desmembramento do processo para evitar nulidades e garantir as audiências já marcadas para serem realizadas a partir de segunda-feira. "Foi uma medida para não haver obstrução em relação aos outros réus. Não poderíamos adiar por causa de seis acusados. Mas o desmembramento não ocorrerá se os réus não localizados comparecem espontaneamente às audiências", explicou.
As audiências da Publicano 1 serão realizadas entre a próxima segunda-feira e o dia 10 de março, somando 19 dias de sessão. São mais de 200 testemunhas. Este processo tem 73 réus (sendo 26 auditores) e 70 fatos criminosos para serem provados.

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