O MP do Pará confirmou ontem que vai entrar na próxima semana com ação na Justiça pedindo a indisponibilidade dos bens de Jader. O bloqueio seria para garantir o ressarcimento dos cerca de R$ 5 milhões que Jader teria desviado do Banpará. O patrimônio dele é estimado em R$ 30 milhões. Com a renúncia, Jader pode ser processado por promotores de Justiça ou procuradores da República.
Além da ação do MP paraense, Jader também vai enfrentar uma série de ações do Ministério Público Federal e corre o risco de receber até pedidos de prisão. ''Todos os inquéritos que tramitam no STF possuem procedimentos mais complicados. Na Justiça comum é mais fácil requerer informações e agilizar os processos'', disse o procurador federal em Belém, Ubiratan Cazetta.
As ações que tramitavam na Procuradoria-Geral da República serão todas distribuídas para a Justiça nos próximos dias. O inquérito que apura desvios no Banpará deve ser remetido para a Justiça do Pará. As apurações sobre as emissões irregulares de TDAs devem ficar a cargo da Justiça Federal de Brasília.
Jader não foi localizado ontem, mas seus advogados afirmaram que estão preparados para enfrentar eventuais ações judiciais. ''Tudo isso já era esperado diante do nível de linchamento ao qual o senador estava sendo submetido. Mas estamos preparados para enfrentar as ações. Agora acabou o foguetório e vai valer a letra da lei'', disse o advogado Sábatto Rosseti. Para outro advogado de Jader, Edilson Dantas, muitos vão querer aproveitar o caso para aparecer. ''Jader está com a consciência tranquila. Vivemos em um estado de direito e estamos preparados'', disse.

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