Ministério Público e Polícia Civil de Arapongas divulgaram balanço dos quatro meses de investigação do assassinato do ex-prefeito de Arapuã, Hélio Mathias (PTB), no qual afirmam que as diligências caminham ‘‘satisfatoriamente e dentro da normalidade’’. A divulgação do documento é uma resposta ao clamor popular que pede Justiça e quer pressa na solução do crime, ocorrido há quatro meses.
Semana passada, 500 pessoas entre familiares, parentes e amigos de Mathias se juntaram em passeata pelas ruas de Arapuã (a 175 quilômetros de Londrina), para reivindicar a descoberta dos mandantes do homicídio e a prisão dos culpados.
O promotor de Justiça Denis Pestana, de Arapongas, cobra maior apoio da Polícia, apesar de destacar o empenho do delegado José Carlos Bassalobre. ‘‘Ele tem apenas um escrivão. Com certeza, o apoio possibilitará a exata aplicação da Justiça no menor tempo possível, trazendo uma resposta à família, às comunidades de Arapuã e Ivaiporã, bem como ao Estado, em razão do clamor público’’, disse.
Pestana explicou que falta acrescentar ao inquérito policial a informação sobre ligações telefônicas e contas bancárias. Ele disse que a Polícia espera retorno da Telepar e Telebahia do número do telefone supostamente utilizados em Ivaiporã, além das contas.
‘‘É lógico que a família e a comunidade têm que cobrar, mas o caso está praticamente concluído’’, defendeu o delegado. Ele considerou o crime ‘‘98% resolvido’’. ‘‘Só falta saber quem é o mandante porque não se pode acusar facilmente. Chegaremos até eles através dos executores’’. O delegado espera conseguir autorização até semana que vem para voltar à Bahia, onde pretende localizar os autores dos disparos que mataram o prefeito.
A Polícia informou que irá distribuir nos próximos dias para ‘‘todo o Brasil’’ cartazes com o retrato falado dos assassinos. ‘‘A prisão deles e do mandante é uma questão de tempo e isso certamente será resolvido’’, prometeu o delegado.

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