O promotor de Defesa do Patrimônio Público de Londrina, Bruno Galatti, enviou ofício ao prefeito Nedson Micheleti (PT) solicitando ‘‘providências urgentes’’ para a Frente de Trabalho. A medida é idêntica à tomada no início da administração do prefeito cassado Antonio Belinati (sem partido), mas pouca coisa foi feita desde então.
Segundo números de dezembro, a Frente de Trabalho emprega – sem concurso público – 2.127 pessoas, o que representa uma despesa mensal de R$ 636.458.015,00. Ontem, o secretário de Administração e Recursos Humanos, Rubens Menoli, disse que ainda não havia recebido o ofício do Ministério Público (MP). Mas adiantou que a administração já está tomando medidas para solucionar o problema. O primeiro passo foi fazer um mapeamento completo da situação de cada trabalhador.
Ainda, segundo ele, a melhor solução para o setor será substituir, gradualmente, o pessoal da Frente de Trabalho por concursados. Mas antes o município precisa se adequar à nova Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que limita em 54% da receita corrente líquida as despesas com funcionários – incluindo efetivos e terceirizados.
‘‘Hoje, ultrapassamos os 64% e precisamos estudar como diminuir’’, observou. Menoli acrescentou que cerca de 800 pessoas da Frente de Trabalho foram contratadas apenas no ano passado – o que indica ‘‘gorduras’’ que poderão ser cortadas. (L.H.)

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