MP cita envolvimento de Barbosa Neto em esquema de irregularidades
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segunda-feira, 06 de junho de 2011
Patrícia Alves /Redação FolhaWeb 
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Londrina protocolaram hoje (6) uma denúncia relativa à Operação Antissepsia.
Em entrevista coletiva nesta tarde, o promotor Claudio Esteves afirmou que o pedido foi acatado pela juiza da 3ª Vara Criminal, Oneide Negrão. Na proposta houve a denúncia de 15 réus e fatos que comprovam o desvio de R$ 318 mil. O inquérito protocolado diz respeito apenas ao instituto Gálatas.
De acordo com o promotor, a participação do prefeito Barbosa Neto (PDT) e de sua esposa, Ana Laura Lino, no suposto esquema de irregularidades na saúde, estariam realcionados a ação do publicitário Ruy Nogueira e a entrega de R$ 20 mil por Bruno Valverde, presidente do Instituto Atlântico, ao secretário do planejamento, Fábio Góes. O montante seria destinado ao prefeito e a primeira dama.
O MP-PR (Ministério Público de Londrina) deve protocolar, ainda hoje, um requerimento, para que as provas referentes ao instituto Atlântico e ao envolvimento de Barbosa, sigam para o Tribunal de Justiça Estadual, em Curitiba. Na ocasião serão citados outros nomes relacionados ao Instituto Atlântico.
As investigações levaram o Gaeco à identificação de R$ 69,5 mil pagos em propinas aos agentes públicos. O valor teria sido distribuído entre o ex-procurador jurídico do município, Fidélis Canguçu, R$ 50 mil, R$ 15 mil para o ex-conselheiro de saúde, Joel Tadeu e R$ 4.500 para o ex-conselheiro de saúde, Marcos Ratto.
O presidente do instituto Atlântico, Bruno Valverde, foi citado na denúncia do Gálatas, por ter fornecido notas frias no valor total de R$ 60 mil para simular serviços não prestados pelo instituto.
Na denúncia protocolada pelo Gaeco, também, foram citados os nomes de Sílvio Luz, Gláucia Chiararia, Juan Monastério, Flavio Martins, Antonio Carlos Martins, Alessandro Martins, Gilberto Alves, Marcos Aurélio de Araujo, Alexandre Assunção, Gustavo Politi, Claudecir Lambert.
O processo refere-se aos crimes de formação de quadrilha, apropriação praticada por funcionário público de bens pertencentes à administração pública, falsidade ideológica, corrupção ativa, das empresas que oferecem dinheiro ao agente público, corrupção passiva, agentes públicos que receberam e lavagem de dinheiro.
O prefeito Barbosa Neto ainda não se manifestou sobre a acusação de envolvimento no esquema de irregularidades.
(com informações de Vinicius Zanin)


