MP apura suposta ilegalidade na compra de uniformes
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terça-feira, 19 de junho de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público instaurou anteontem procedimento para investigar eventual ilegalidade na compra de 40 mil uniformes para alunos de 1 a 4 séries da rede municipal de ensino realizada este ano pela Prefeitura de Londrina. Duas empresas acusadas pelo Ministério Público (MP) de irregularidades na compra de 2011 participaram da última licitação: a G8 Comércio de Equipamentos e Serviços de Representação Ltda., de São Caetano do Sul (SP), e Iridim Indústria de Confecções Ltda. As duas são réus em ação por improbidade administrativa devido a ilegalidades na compra de 2011.
Na licitação deste ano, a G8 venceu os lotes de camisetas, calças, bermudas e jaquetas, com o preço de R$ 7,6 milhões, e o lote de 35 mil mochilas, ao custo de R$ 1,2 milhão. A Iridium foi declassificada porque a amostra foi reprovada.
A investigação foi motivada por denúncia anônima encaminhada ao MP. O denunciante reforça a ligação entre sócios de empresas que forneceram orçamentos para justificar a compra sem licitação em 2011; afirma que houve favorecimento de agentes públicos naquela ocasião; e aponta suspeitas quanto à licitação de 2012. ''Vamos apurar a eventual frustração da licitude do processo licitatório deste ano em razão de empresas acusadas por fraudes na licitação passada terem participado deste novo processo licitatório'', explicou a promotora Leila Voltarelli.
Em 2011, a G8 forneceu mochilas e tênis para Londrina e a Iridim, assim como outras quatro empresas ligadas ao mesmo grupo, teria fornecido orçamentos fraudados para da ar de legalidade à compra sem licitação. As duas empresas também teriam ligação entre os sócios e o mesmo número de telefone, segundo apontaram a Controladoria-Geral do Município ao analisar a licitação de 2011 e o Ministério Público na ação por improbidade administrativa protocolada em abril.
Além das empresas, são réus e estão com os bens bloqueados a ex-secretária de Educação Karin Sabec e ex-secretário de Gestão Pública Marco Cito (hoje preso preventivamente por envolvimento em suposto esquema de compra de apoio de vereadores).
No ano passado, o município não fez licitação, mas pegou ''carona'' em ata de registro de preços da Prefeitura de São Bernardo do Campo (SP), procedimento considerado ilegal pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Antes da licitação, a empresa havia doado bolsas como brindes para funcionários da Secretaria de Educação que participavam de um curso.
O secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, não foi localizado ontem em seu telefone celular. A reportagem deixou recado para representantes da Iridium e da G8, mas não obteve retorno.


