MP apura irregularidades nas contas da Funtel
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domingo, 18 de dezembro de 2011
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
O Ministério Público (MP) do Paraná detectou irregularidades na prestação de contas da Fundação Tecnológica de Londrina (Funtel), entidade mantenedora do Instituto Politécnico de Londrina (Ipolon). Segundo os dados preliminares, revelados pela promotora de Justiça Solange Vicentin à FOLHA, existem indícios de irregularidades no uso das verbas públicas, referente ao exercício de 2006, na ordem de R$ 100 mil.
Solange, que responde pela Promotoria de Fundações, explicou que, após a finalização de uma auditoria no começo do ano que vem, vai pedir na Justiça o ressarcimento, a partir dos valores apurados nos últimos cinco anos. Até o ano passado, antes da descentralização, as auditorias nas contas de todas as fundações do Paraná eram realizadas em Curitiba, o que acabava atrasando os pareceres das promotorias locais. ''Eu tinha uma ação (judicial) pronta, mas decidi aguardar todas essas prestações de contas, porque a reprovação por parte do MP inviabilizaria a fundação e prejudicaria a oferta dos cursos'', afirmou Solange. Na ação, ela pediria a saída do então superintendente da Funtel, Moisés Betoni, que acabou sendo afastado do cargo em outubro último a pedido de professores da instituição.
A promotora evitou falar em desvio de verba ou em má-fé dos dirigentes da Funtel, mas admitiu que os auditores já apuraram que ''houve gratificações salariais irregulares, dúvidas em relação a gastos com combustíveis e com diárias''. A fundação, que mantém a escola com cursos de eletrônica, eletroeletrônica, informática e construção civil, não tem fins lucrativos. Segundo Solange, ''as informações parciais do levantamento são de que algumas irregularidades acabaram se repetindo depois de 2006''.
O atual superintendente da Fundação Tecnológica, Edson Luiz Ferreira de Melo, reconheceu que podem ter ocorrido ''gastos diferentes daqueles que são propostos nos convênios, mas não significa que houve desvio em benefício de alguém''. Ele explicou que os recursos da Funtel vêm basicamente das mensalidades dos alunos e dos convênios firmados com o governo, geralmente federal, para a oferta de cursos na área técnica. ''Nossa receita caiu bastante e chega a R$ 75 mil, mas a folha de pagamento consome quase todo esse recurso. Se surgir um imprevisto, complica para a administração'', disse Melo.
A reportagem tentou, por diversas vezes, falar com o ex-superintendente da Funtel, Moisés Betoni, mas ele não foi localizado.


