MP apura fraude na Câmara de Apucarana
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Apucarana está investigando o suposto pagamento pela Câmara de Vereadores da cidade de serviços de publicidade não prestados. Mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz da 2 Vara Criminal, José Roberto Silvério, foram cumpridos na terça-feira, a pedido do promotor Eduardo Augusto Cabrini, que instaurou inquérito civil para apurar esta e outras denúncias. Foram apreendidos três computadores na Câmara e documentos. A operação se estendeu ao comitê de campanha do presidente do Legislativo, Alcides Ramos (DEM), e a quatro estabelecimentos comerciais.
No caso da publicidade, dez notas fiscais que totalizavam R$ 14,2 mil foram pagas pelo Legislativo, mas o sócio majoritário da empresa nega que o serviço tenha sido prestado, informou o promotor. As notas foram emitidas pelo sócio minoritário da empresa de painéis publicitários de led, que é funcionário comissionado da Câmara. O promotor disse que Alcides Ramos, reeleito no último domingo como o mais votado de Apucarana, foi ouvido e conseguiu comprovar que o serviço de propaganda foi prestado. ''Vou concluir o inquérito civil e ver se é cabível a ação de improbidade.''
À FOLHA, o vereador disse que há vídeos demonstrando que a propaganda foi feita no painel de led e ''a própria população que viu os painéis pode comprovar o serviço''. Ele também disse que, à época do contrato entre a Câmara e empresa, o sócio minoritário não trabalhava na Câmara.


