Curitiba - O Ministério Público (MP) federal está investigando as empresas que supostamente prestaram serviços à campanha do prefeito Cassio Taniguchi e que não figuram na prestação de contas oficial do partido. Os procuradores baseiam suas diligências no livro-caixa do tesoureiro da campanha de Cassio, Francisco Paladino Junior, e em outros documentos coletados pelo MP estadual. As pessoas que doaram dinheiro no período eleitoral também estão sendo investigadas.
Os procuradores querem apurar se houve crime de sonegação fiscal contra a União ou lavagem de dinheiro, crimes fazendários que são julgados na esfera federal. Paralelamente, o MP estadual apura crimes contra a ordem tributária que teriam sido cometidos na esfera estadual.
As investigações sobre o assunto, que começaram em novembro, devem demorar para ser concluídas. Além do grande número de pessoas e empresas envolvidas, os representantes do MP na esfera estadual e federal têm que cruzar informações entre si e com a Polícia Federal, que também investiga o assunto.
Ontem os vereadores do bloco de oposição a Cassio foram à sede do MP Federal em Curitiba para saber do andamento das investigações sobre irregularidades na campanha de Cassio. Até agora, a única ação analisada pelo procurador eleitoral do órgão, Luiz Sérgio Langowski, refere-se à aprovação das contas do prefeito pelo juiz eleitoral Espedito Reis do Amaral. O juiz deu a sentença favorável ao PFL no dia 7 de novembro, um dia após as denúncias de que o prefeito teria realizado um caixa 2 em sua campanha.
Langowski manifestou-se pela anulação da sentença do juiz eleitoral no dia 14 de março, mas o processo encontra-se parado devido a um parecer do relator Jaime Stivelberg, que pretende esperar a conclusão das investigações na Polícia Federal para decidir sobre o assunto. Representantes do PT entraram com um agravo de instrumento contra a decisão, argumentando que já haveriam indícios suficientes para rejeitar as contas de Cassio. Caso o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acate a argumentação da oposição, o prefeito pode perder seu mandato.

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