MP apresenta nesta tarde denúncia contra envolvidos em mudanças de zoneamentos suspeitas
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sexta-feira, 09 de fevereiro de 2018
Reportagem Local 
O Ministério Público de Londrina apresenta, na tarde desta sexta-feira (9), a denúncia resultante das investigações da Operação ZR-3, que levou ao afastamento do presidente da Câmara Municipal de Londrina (CML), Mario Takahashi (PV), e do vereador Rony Alves (PTB), e à suspeição de outras onze pessoas, incluindo a ex-presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) Ignês Dequech, o ex-secretário de Meio Ambiente Cleuber Moraes, empresários, servidores da Secretaria de Obras e o presidente do CMC, Luiz Guilherme Alho. Os treze são monitorados por tornozeleira eletrônica e estão impedidos de se aproximar dos prédios do Executivo e do Legislativo e de conversarem entre si pessoalmente.
A ZR-3 apura um possível esquema de pagamento de propinas para viabilizar alterações em zoneamentos de Londrina por meio de projetos de lei, que eram propostos pela CML e avalizados pelo CMC e pelo Ippul. Segundo as suspeitas levantadas pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), havia pagamentos que chegaram a R$ 1 milhão. As leis propostas passavam por avaliações do Ippul e CMC, responsáveis por emitires análises técnicas da viabilidade do texto legal.
No Legislativo, o vereador Filipe Barros (PRB) propôs a cassação dos mandatos dos parlamentares afastados, o que já teve parecer favorável da Procuradoria Jurídica. Na quinta-feira (8), o Coletivo Mobiliza Londrina protocolou na Câmara um pedido de abertura de CEI para que sejam investigados não apenas os vereadores, mas quais leis de mudança de zoneamento foram criadas de modo a beneficiar grupos do ramo imobiliário e quem participou de esquemas semelhantes.


