MP apreende documentos na Sercomtel
PUBLICAÇÃO
sábado, 01 de dezembro de 2007
Reportagem Local 
O Ministério Público (MP) cumpriu ontem mandado de busca e apreensão na Sercomtel pelo inquérito que investiga supostas irregularidades técnicas em investimentos com publicidade da telefônica.
O mandado foi solicitado à Justiça anteontem. No mesmo dia, a Câmara de Vereadores recebeu da Sercomtel um ofício que corrigia números da planilha de gastos em publicidade contida no pedido de informações divulgado esta semana. Pela nova planilha, aumentou a quantidade de veículos abrangidos: na resposta à Câmara eram 23 jornais, 11 rádios FM e 11 emissoras de TV, por exemplo, na retificação apareceram 26 impressos, 12 FMs e 12 TVs. Uma única emissora de TV a cabo e as sete rádios AM foram mantidas.
A busca e a apreensão dos documentos foram originadas na incompatibilidade verificada nas duas planilhas fornecidas ao Legislativo. É com base nelas e em declarações de representantes de duas TVs, que foi instaurado procedimento para investigar o caso.
O presidente da Sercomtel, Gabriel Ribeiro de Campos, disse que foi a agência a responsável pela elaboração dos dados com erros. Campos justificou que o tempo exíguo para resposta do pedido de informações à Câmara teria impossibilitado que a própria elaborasse a planilha a ser encaminhada ao Legislativo.
''A agência nos encaminhou uma planilha e nosso departamento de Marketing a recebeu e repassou aos vereadores. Deduzo que não houve cuidado suficiente para analisar, antes de mandar, tanto que os erros só foram percebidos no momento em que a Câmara divulgou os dados'', declarou. ''Se essa divulgação não tivesse ocorrido, talvez nem tivéssemos atentado que os valores não eram corretos'', admitiu.
Passada a apreensão de documentos, Campos anunciou a abertura de um processo administrativo interno, com três funcionários da empresa, para verificar os motivos de se ter gerado uma planilha com erros de dados.
De acordo com Campos, essa teria sido a primeira vez que foi necessária a correção de números informados pela Sercomtel - seja ao Ministério Público (MP), ou aos frequentes pedidos de informação da Câmara de Vereadores.
''O problema foi termos confiado na planilha que a agência de publicidade nos encaminhou, por ter tudo pronto, e não termos encaminhado uma planilha própria'', disse, referindo-se ao fato de a empresa, dona do contrato de publicidade do grupo Sercomtel, ser a repassadora da verba aos veículos de comunicação.


