MP apreende caixa na reitoria
Os promotores Cláudio Esteves, Solange Vicentin e Bruno Galatti apreenderam ontem, em um depósito no prédio da reitoria da Universidade Estadual de Londrina (UEL), uma caixa que conteria fotos e fitas de vídeo pertencentes ao chefe de gabinete afastado, Itaicy Mendonça, acusado de superfaturamento na publicidade do vestibular da instituição.
A apreensão foi feita com base na denúncia do ex-vice-reitor Marcio José Almeida ao Ministério Público, ontem pela manhã. Estamos verificando alguns documentos e, por ora, ainda estamos em diligência. Por isso não podemos adiantar nada, despistou o promotor Esteves.
Segundo o assessor jurídico da UEL, Júlio Roehrig, que recebeu os membros do Ministério Público, o ex-vice-reitor teria entregue à promotoria uma série de informações sobre alguma coisa que existiria dentro da universidade. Essa documentação relativa ao Itaicy teria sido deixada no depósito que a vice-reitoria tem em frente ao seu gabinete, disse o advogado. Ele também afirmou que são quatro volumes fechados e ele (Almeida) então denunciou como sendo provavelmente documentação que mereceria atenção da promotoria. Pelo lado de fora estão escritos apenas o nome do Itaicy. Um fala em fotos, outro fala fitas, acrescentou.
Ainda de acordo com Júlio Roehrig, Marcio Almeida teria estranhado que o material estivesse na sala, já que somente o ex-vice-reitor e alguns poucos funcionários teriam acesso ao local.
A documentação apreendida ontem foi entregue ao delegado do 3º Distrito Policial, Carlos Sakuma, que preside um inquérito que apura o furto de computadores da reitoria, dias após a denúncia de superfaturamento feita pelo apresentador Marcio Mello. Sakuma acompanhou os promotores na apreensão.
Não temos conhecimento do que se encontra dentro do pacote. Vai ser encaminhado na segunda-feira, em decorrência do feriado, para perícia técnica para verificar o conteúdo deles. Constatado o que tem ali dentro, vamos diligenciar para ver quais tipos de perícia podem ser realizadas, afirmou Sakuma. A abertura dos pacotes deve ser acompanhada por representantes do Ministério Público e da própria UEL.





