MP aponta fraudes de R$ 1,7 milhão em Cascavel
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2001
Gilmar Agassi<bR>De Cascavel 
A Promotoria de Defesa dos Direitos do Patrimônio Público concluiu a investigação sobre as contas da Companhia de Habitação de Cascavel (Cohavel), durante a gestão do ex-prefeito Fidelcino Tolentino (PMDB), entre 1993 e 96, e comprovou fraudes que totalizam R$ 1,7 milhão. Com base na investigação, o promotor Carlos Alberto Choinski deve propor, nos próximos dias, uma ação civil pública contra Tolentino e o ex-presidente da Cohavel Oralcides Tavares.
Tolentino é acusado pelo Ministério Público (MP) de responsabilidade genérica, já que a Cohavel é empresa subordinada ao prefeito. O trabalho do MP começou com base na auditoria feita pelo sucessor de Tolentino, Salazar Barreiros (PPB). Um segundo relatório, produzido pelo Tribunal de Contas (TC), também desaprovou, por unanimidade, as contas da Cohavel, no ano de 1996.
Entre as irregularidades encontradas pelo MP estão destruição de provas no final da gestão, erro nos lançamentos contábeis, desvio de verbas, emissão de cheques para negócios não realizados e o pagamento de despesas de terceiros.
Tolentino negou participação em possíveis fraudes. ''Acho estranho este tipo de inclusão do meu nome. Não tive conhecimento nenhum destes fatos'', afirmou. ''O ex-prefeito Salazar é quem montou esta coisa toda para me desmoralizar politicamente.''
Tavares é o atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Construção Civil e suplente de vereador. Ele disse que vai analisar a denúncia, mas afirmou que há erros grosseiros na auditoria realizada por Barreiros.


