Curitiba - A Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público do Paraná confirmou ontem que recebeu o ofício de Luiz Fernando Delazari. No documento, ele requer que o MP reconsidere seu pedido de afastamento para fins particulares, que já havia sido negado anteriormente pelo procurador-geral de Justiça, Milton Riquelme de Macedo.
Caso o MP negue mais uma vez a solicitação, Delazari requer sua exoneração. O documento será analisado pelo procurador-geral após seu retorno de Brasília, onde participa de reunião do Conselho Nacional do Ministério Público. A previsão é que quarta-feira Riquelme esteja de volta a Curitiba.
A nota de Delazari repercutiu também entre a oposição ao governo. O deputado Valdir Rossoni (PSDB) classificou a luta de Delazari para permanecer à frente da pasta como ''novela sem fim''. ''Eu não entendo como alguém abre mão de um salário maior. É muito amor pelo Paraná'', provocou o deputado, referindo-se ao salário de promotor (cerca de R$ 19 mil mensais), que é mais alto que o de secretário (próximo a R$ 12 mil).(M.D.)

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