O construtor civil Luiz Ribeiro Dias, 47 anos, presidente do PT em Mauá da Serra (54 km ao sul de Apucarana), protocolou uma notícia crime contra o prefeito Antônio Batista de Macedo (PFL) por suposto desvio de recursos do rateio de sobras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). O documento foi protocolado em 11 de fevereiro e está sendo analisado pela promotora de justiça Ana Maria de Oliveira Santos, da Comarca de Marilândia do Sul (34 km ao sul de Apucarana).
A promotora Ana Maria disse que encaminhou um pedido de informações à Prefeitura de Mauá da Serra. A administração municipal tem até o final de março para prestar os esclarecimentos.
De acordo com a notícia crime, 42 professores municipais teriam recebido, em janeiro de 1999, R$ 110 das sobras do Fundef, referentes ao exercício do ano anterior. O valor total do rateio seria, no entanto, de R$ 45.313,67, o que resultaria em pagamento de mais de R$ 1 mil, em média, para cada profissional. ''Protocolei (a notícia crime) como cidadão. Agora cabe à autoridade pública investigar'', disse Dias.
A notícia crime inclui uma ata de reunião do Conselho do Fundef realizada em 5 de dezembro de 2003, presidida pela professora Flávia de Melo Miranda. Na oportunidade, 32 professoras assinaram declarando ter recebido R$ 110 do rateio de 1998. Flávia preside o conselho desde a criação em 2003.
O prefeito Macedo, que já estava no cargo em 1998 e foi reeleito em 2000, explicou que o dinheiro restante foi usado para pagar, além do salário, combustível para o transporte escolar e ''outras despesas''. Segundo ele, a obrigação de gastar 60% do montante do Fundef inclui o salário dos professores. ''Na semana passada, os professores receberam cerca de R$ 1 mil do Fundef'', declarou.

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